Ocorreu um erro neste gadget

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

INFLAMAÇÃO (sinais Cardinais)

Os Sinais cardinais da inflamação
Na resposta inflamatória aguda podemos encontrar alguns sinais que identificam a presença de tal processo, esses sinais são: Dor, Rubor, Calor e tumor. Cada um desses eventos serão descritos a seguir:

Dor
A dor é uma das manifestações da inflamação, ela é produzida basicamente por dois eventos: (1) pela compressão das terminações nervosas devido a formação do edema (outro sinal cardinal da inflamação) ou (2) pela liberação de substancias mediadoras da dor no local atingido pelo processo inflamatório. A dor provocada pela compressão das terminações nervosas é pouco observada em tecidos moles devido estes tecidos terem a capacidade de se expandir sem que as terminações locais sejam muito afetadas, porém a inflamação em tecidos duros como por exemplo inflamações dentárias, esse processo causa dor intensa devido o tecido edemaciado de uma polpa dentária inflamada não conseguir se expandir por causa da rigidez do tecido que forma o dente, comprimindo bastante as terminações gerando fortes estímulos de dor. Por outro lado podemos observar na maioria dos processos inflamatórios, a liberação de mediadores da dor nos locais inflamados, como o maior agente causador dos estímulos dolorosos. A bradicinina é um mediador da dor liberado pela cascata das cininas, também age como vaso ativo causando vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular.
No processo inflamatório é ativado o fator XII (fator de hageman) esse fator em contato com elementos da MEC como colágeno, ou com as membranas basais (superfícies negativas) libera um fragmento chamado ativador da pré-calecreína ou fator XIIa, esse fragmento converte a pré-calecreína (proteína plasmática) em sua forma proteolítica, a calecreína (enzima) que por sua vez degrada outra proteína plasmática o cininogênio para formar bradicinina.

Rubor
O rubor da inflamação ( ou vermelhidão) é provocado pela maior concentração sanguínea no local inflamado, o aumento da concentração de sangue e provocado pela vaso dilatação e abertura de todos os capilares locais, isto ocorre principalmente pela liberação de histamina e aumento na produção de óxido nítrico entre outros mediadores, durante o processo inflamatório. Estes mediadores são liberados causando relaxamento da musculatura dos vasos fazendo com que diminua a velocidade do fluxo sanguíneo deixando o sangue mais viscoso (o que é chamado de estáse) o que deixa o local bem avermelhado.

Calor
É comum durante um processo inflamatório a aumento da temperatura local, assim como na formação da vermelhidão da inflamação, a vaso dilatação também colabora com o aumento da temperatura, pois o aumento da concentração sanguínea no local inflamado eleva um pouco colaborando com o aquecimento do tecido inflamado. Por outro lado pode-se citar que o metabolismo celular gera um gradiente de temperatura que mantém os níveis corporais estáveis, e que durante o processo inflamatório esse metabolismo celular é bastante aumentado gerando um gradiente de temperatura ainda mais elevado no local do processo, sendo este o principal mecanismo que gera o calor da inflamação.

Tumor
O tumor (ou edema) é formado por um processo complexo que é o aumento da permeabilidade vascular durante a inflamação. O endotélio (camada de células que reveste o interior dos vasos) durante a inflamação sofre varias modificações que resultam no aumento da sua permeabilidade fazendo com que saia liquido de dentro da corrente sanguínea para dentro do tecido carregando vários componentes sanguíneos como leucócitos (uma das finalidades da formação do edema) e proteínas plasmáticas.
São vários os fatores que promovem o aumento da permeabilidade vascular, lesão endotelial direta, trancitose aumentada, formação de fendas no endotélio etc. são exemplos de fatores que podem aumentar a permeabilidade de um vaso. Durante a inflamação também é comum a alternação de algumas pressões como a pressão hidrostática que é aumentada pela presença de maior concentração sanguínea dentro do vaso fazendo com que a elevação dessa pressão promova a saida do liquido sanguíneo para o tecido, ou as pressões oncóticas, que diminuem (pressão oncótica vascular, diminui pelo empobrecimento da concentração de proteínas plasmáticas causada pela saida delas do plasma para os tecidos) e aumentam (pressão oncótica tecidual, que aumenta pela maior concentração de proteínas nos tecidos, o mesmo motivo que a oncótica vascular diminui). A soma do aumento da permeabilidade com a alternação das pressões resulta na formação do edema um dos quatro sinais cardinais da inflamação.

O conjunto desses quatro sinais fazem surgir um quinto sinal que é a perda da função introduzido por Virchow em 1793, como um sinal cardinal da inflamação.
By Thiago Ribeiro

4 comentários:

  1. muito boom o texto! foi bem útil...
    agora gostaria de saber se vc nao tem nada sobre sintese de colageno? hhee

    ResponderExcluir
  2. gostei do texto encontrei o que queria

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Muito obrigada! Excelente, bem direto, encontrei exatamente tudo que queria.

    ResponderExcluir